Seu filho se compara com os colegas, critica a própria aparência ou desiste antes de tentar? Ao perceber sua insegurança, você pode querer elogiar, garantir que tudo dará certo ou resolver a situação por ele.
Como psicóloga de adolescentes, observo que o apoio dos pais faz diferença quando ajuda o filho a reconhecer suas capacidades e enfrentar dificuldades com suporte. Na orientação parental, ajudo a família a oferecer esse apoio sem assumir pelo adolescente os desafios que ele pode aprender a enfrentar.
Escute antes de tentar convencer
Quando ele diz “sou péssimo nisso”, responder “você é ótimo” pode encerrar a conversa. Experimente perguntar: “O que aconteceu para você pensar assim?”. Entender a situação ajuda a separar uma dificuldade específica de uma conclusão sobre quem ele é.
Reconheça atitudes concretas
Em vez de elogios gerais, mostre o que você percebeu: “Você ficou nervoso, mas conseguiu apresentar o trabalho”. Isso ajuda seu filho a reconhecer recursos que já está desenvolvendo.
Ofereça ajuda sem assumir tudo
Antes de intervir, pergunte: “Quer pensar comigo em como fazer?”. Dê espaço para ele tentar, escolher e ajustar. A confiança também se constrói quando ele percebe que consegue agir e buscar ajuda quando precisa.
Cuide da forma de corrigir
Fale sobre o comportamento que precisa mudar, evitando rótulos e comparações. É possível cobrar responsabilidade sem transformar um erro em uma definição sobre seu filho.
Na psicoterapia, eu ajudo adolescentes a compreender suas inseguranças, trabalhar a autocrítica e construir uma relação mais respeitosa consigo mesmos.

