Você lembra da prova, pede que ele desligue o celular e acaba discutindo. No dia seguinte, tudo se repete.
No meu trabalho como psicóloga de adolescentes, quando uma mãe me diz que o filho não quer estudar, procuro entender o que acontece antes dessa recusa. Ele não compreende a matéria? Não sabe por onde começar? Tem medo de tentar e ir mal? Cada dificuldade pede uma resposta diferente.
Antes de cobrar, descubra onde ele trava
Em um momento tranquilo, pergunte: “Qual parte está mais difícil: entender, começar ou continuar?”. Peça que ele mostre uma tarefa. Isso pode esclarecer mais do que perguntar por que ele não estuda.
Transforme a cobrança em um combinado concreto
“Você precisa se organizar” deixa muita coisa indefinida. Combinem qual tarefa será feita, quando ele vai começar e onde ficará o celular. Dê espaço para ele participar e avaliem depois o que funcionou.
Ajude sem assumir a responsabilidade
Você pode ajudar a dividir uma atividade e procurar apoio da escola. Fazer por ele ou acompanhar cada passo, porém, reduz as oportunidades de aprender a conduzir o próprio estudo.
Observe além das notas
Se a dificuldade persiste, procure conversar com a escola e entender como ele está em outras áreas da vida.
Na orientação parental, eu ajudo você a examinar esses conflitos e definir próximos passos que façam sentido para sua família.

